03 março 2016

Novos ministros de Justiça, AGU e CGU tomam posse nesta quinta

Os novos ministros da Justiça, Wellington Silva, da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, e da Controladoria-Geral da União (CGU), Luiz Navarro, tomarão posse nos cargos nesta quinta-feira (3), em solenidade no Palácio do Planalto. Caberá à presidente Dilma Rousseff assinar os termos de posse dos três.


Novo titular da AGU, Cardozo deixará o comando do Ministério da Justiça após passar os últimos seis anos à frente da pasta. Ele assume no lugar de Luís Inácio Adams, que decidiu deixar o governo para atuar em um escritório privado. Para o lugar de Cardozo, Dilma convidou o ex-procurador-geral de Justiça da Bahia Wellington Silva.

Outro ministro a tomar posse, o novo chefe da CGU, Luiz Navarro, assume a cadeira no lugar do ministro Carlos Higino, que vinha atuando como interino desde dezembro do ano passado, quando o então ministro Valdir Simão foi deslocado para o Ministério do Planejamento.
O anúncio das trocas no primeiro escalão do governo ocorreu na última segunda (29), por meio de um comunicado oficial divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência.


A troca no comando do Ministério da Justiça gerou intensa repercussão política em Brasília. Nos bastidores, integrantes do PT pressionavam José Eduardo Cardozo a deixar o cargo por avaliarem que ele não tinha controle das atividades da Polícia Federal, especialmente nas investigações relacionadas à Operação Lava Jato.

Associações de delegados e agentes da PF chegaram a manifestar “preocupação” com a substituição de Cardozo e apontaram suposto “risco” no andamento da Lava Jato com a troca.
Em meio à repercussão em torno de seu nome, o novo ministro da Justiça, Wellington Silva, disse que Polícia Federal “continuará com seu trabalho”.

As mudanças no primeiro escalão do governo também ocorrem em meio ao processo de impeachment que a presidente Dilma Rousseff enfrenta na Câmara dos Deputados. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa, a pedido do PSDB, se a campanha que elegeu Dilma e o vice Michel Temer em 2014 cometeu abuso de poder econômico.

A legenda de oposição pede a cassação dos dois.
Em entrevista  na semana passada, Luís Adams, que deixa a AGU e passa o bastão para José Eduardo Cardozo, avaliou que a troca no comando da pasta não prejudicará a defesa de Dilma no impeachment. Segundo ele, os argumentos técnicos já estão preparados.

A defesa de Dilma e Temer no processo que corre no TSE cabe ao advogado Flávio Crocce Caetano, ex-secretário nacional de Reforma do Judiciário que atuou como coordenador jurídico da campanha de 2014.

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