19 julho 2016

Ministro promete 50 mil novas casas em um ano


Em conversa com empresários da construção civil do Norte e do Nordeste, nesta segunda-feira (18) no Recife, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, afirmou que vai retomar as obras paralisadas da faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em no máximo um ano. São 50,1 mil casas populares que ficaram pela metade Brasil afora e agora custarão mais R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos. Os recursos, de acordo com Araújo, virão do Tesouro Nacional e devem reaquecer o mercado imobiliário. O ministro, no entanto, não deu prazo para a contratação de novas moradias desta faixa do programa federal, que é destinada à população de baixa renda e não teve novas casas negociadas neste ano.
“Ao invés de lançar novos contratos, decidimos retomar as obras que estão paralisadas e dar sequência às moradias do MCMV Rural e do MCMV entidades que já estavam em contratação”, explicou Araújo, em palestra realizada no Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE). Ele disse que 4.232 das 50,1 mil moradias paralisadas já tiveram a obra retomada com cerca de R$ 160 milhões a R$ 200 milhões do Orçamento Geral da União (OGU). Agora, a pasta negocia com os ministérios da Fazenda e do Planejamento a liberação dos recursos necessários para a finalização das outras. “Vamos fazer as 50,1 mil unidades em um intervalo de oito a 12 meses. Serão de quatro a seis mil unidades por mês. E tudo será custeado pelo Tesouro”, garantiu, revelando que, além disso, precisa captar R$ 400 milhões para a construção de 173 equipamentos como escolas e creches em conjuntos habitacionais que só aguardam estas obras para serem entregues.
As obras, segundo o Sinduscon-PE e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), vão colaborar com o reaquecimento da construção civil. Estimativa da CBIC indica que o serviço vai movimentar cerca de R$ 2 bilhões em todo o Brasil. Em Pernambuco, o reforço virá sobretudo para o interior, onde estão concentradas as casas da faixa 1 do MCMV.
Faixa 1,5
Bruno Araújo disse também que a Faixa 1,5 do MCMV deve ser lançada no próximo mês com novas regras. A modalidade vai conceder subsídios de até 45 mil para famílias com renda de até R$ 1,6 mil e não R$ 1,8 mil, como havia anunciado Dilma Rousseff. A mudança, segundo o ministro, vai liberar recursos para a contratação de um maior volume de unidades habitacionais. A expectativa é que, neste ano, sejam contratadas de 40 a 50 mil casas nesta faixa. Já as faixas 2 e 3 devem somar 400 mil contratos. A faixa 1, por sua vez, só terá novos contratos quando as obras que hoje estão paralisadas forem concluídas.
Para o próximo ano, o Ministério das Cidades prepara um novo programa habitacional, o Cheque Moradia. A ideia é conceder recursos da União para que moradores de locais precários com renda mensal de até R$ 1,8 mil possam reformar as próprias casas e, assim, construir boas condições de moradia.
Fonte: FolhaPE

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