14 julho 2016

Taxistas vão esperar mais uma semana para debater situação do Uber

Os taxistas do Grande Recife vão ter que esperar mais um pouco por alguma ação concreta dos gestores municipais de trânsito para disciplinar os motoristas que usam aplicativos de celular para transportar passageiros, como o Uber. Depois de bloquear o trânsito no Centro da capital e reivindicar punição aos ‘clandestinos’,  na manhã desta quarta-feira (13), a categoria foi recebida no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. 

Protesto dos taxistas contra Uber complica trânsito no Recife (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

No encontro, os taxistas souberam que uma nova reunião foi marcada para a próxima quarta-feira (20). Participarão do encontro, às 9h, no Centro de Convenções de Pernambuco, representantes das companhias de tráfego do Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes.
Depois da reunião no palácio, os taxistas começaram e se desmobilizar. Os veículos que estavam tomando as ruas e a região no entorno da sede do Executivo estadual foram retirados aos poucos.
De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual da Casa Civil, que coordenou a reunião desta quarta-feira (13), a ideia do novo encontro é discutir o problema a partir de casos concretos em cada município.
O secretário-executivo da pasta Marcelo Canuto, explicou aos taxistas que não existe ainda uma norma nacional que trate dos aplicativos de celular e o transporte de passageiros.
Cada cidade tem tomado decisões de forma isolada. Por isso, foi decidido convocar representantes das quatro maiores cidades do Grande Recife, onde operam carros do Uber,   para levantar o debate.
A manifestação
O protesto dos taxistas de toda Região Metropolitana complicou o trânsito na capital pernambucana, desde o início da manhã desta quarta-feira (13). Os ânimos ficaram  exaltados e houve discussão entre os taxistas e motoristas de carros particulares. Muitos condutores de táxis usaram fitas pretas, em sinal de luto, e exibiram cartazes para criticar os gestores do trânsito na capital. Por volta do meio-dia, os veículos passaram a ocupar as quatro faixas da Rua Princesa Isabel e da Ponte Princesa Isabel, no trecho entre a Câmara de Vereadores do Recife até o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo. Do alto, com as imagens do GloboCop, era possível observar o bloqueio total da área.

O ato começou às 7h. No início, tomou toda a extensão da Avenida Cruz Cabugá, área central do Recife. Os taxistas ocuparam as duas pistas da via, entre a sede da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) e a Câmara. Ao todo, foram quase dois quilômetros e meio de engarrafamento.
Para os motoristas passarem pela localidade, a CTTU  teve que fazer o desvio do trânsito. Os condutores que seguiam no sentido centro precisaram pegar a Rua do Riachuelo. Já quem desejou seguir sentido subúrbio teve que entrar na Rua 13 de Maio.Equipes da Polícia Militar e agentes da CTTU acompanham o ato desde o começo. Um grupo representando os taxistas do Grande Recife foi recebido no Ministério Público de Pernambuco, na mesma região. Os motoristas estão finalizando o protesto no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual.
Reivindicação
O Recife tem, atualmente, 6.125 táxis cadastrados na prefeitura. A categoria estima que existam três mil veículos operando com aplicativos ou sem permissão. O que os taxistas chamam de “clandestinos”. E justamente contra esse tipo de serviço que os legalizados pedem ação das autoridades.
“A Câmara de Vereadores do Recife já aprovou um projeto e o prefeito sancionou a lei que garante os direitos de taxistas. O problema é que o Uber e os outros serviços continuam funcionando”, afirmou  o presidente do Sindicato dos Taxistas de Pernambuco (Sinditáxi), Everaldo Menezes.
Na primeira parada do protesto, o Ministério Público, os taxistas entregarão um documento. Vão pedir a intervenção dos promotores para assegurar a intensificação da fiscalização nas ruas. “Vamos para o Palácio do governo por acreditar que o problema já é metropolitano. Não é mais uma questão municipal. O estado tem que agir”, ressaltou Menezes.
Segundo ele, desde a entrada do Uber e o reforço da atuação dos demais aplicativos, o faturamento dos taxistas vem caindo. “Acho que teve motorista que perdeu até 40%, em média”, acrescentou.Resposta
Em nota, a CTTU informou que mantém constante fiscalização contra o transporte remunerado irregular de passageiros, seja por táxis de outros municípios, vans de transporte escolar irregulares ou até de carros particulares atuando como táxis.

A companhia diz que a Lei Federal 12.468/2011 determina em seu artigo 2º que "É atividade exclusiva dos profissionais taxistas a utilização de veículo automotor, próprio ou de terceiros, para o transporte público individual remunerado de passageiros, cuja capacidade será de, no máximo, 7 (sete) passageiros".
A Companhia também informa que desde o começo do ano, 265 veículos foram notificados por cometer irregularidades relacionadas ao transporte remunerado irregular de passageiros.
Fonte:G1

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