15 agosto 2016

Mais de R$ 2 mi teriam sido desviados de prefeitura

A Polícia Civil apresentou detalhes da operação Spectrum, que começou no início de junho, na manhã desta segunda-feira (15). A operação desarticulou um grupo responsável por fraude com dinheiro público, entre 2009 e 2012, em Goiania, Zona da Mata Norte de Pernambuco.

As fraudes eram realizadas com dinheiro público na folha de pagamentos da Prefeitura de Goiania. "Aproximadamente R$ 2 milhões e meio de reais foram desviados da prefeitura por Paulo Jorge para parentes e amigos", explica o delegado Tiago Uchôa.
A Polícia Civil localizou uma testemunha que informou ter sido empregada da empresa de Paulo Jorge Albuquerque, e que ele teria solicitado documentos pessoais dela para abrir e movimentar uma conta corrente no banco do Brasil. A testemunha ainda tinha um acordo para receber R$150,00 por prestar serviços em uma loja dele, uma vez por semana.
Os investigadores descobriram que Paulo Jorge possui parentes que receberam altos salários da Prefeitura de Goiania e um vereador da cidade denunciou um esquema de funcionários fantasmas. Segundo o parlamentar, o ex prefeito da cidade teria nomeado mais de mil pessoas irregularmente e elas teriam recebido um salário minimo em troca de votos para eleição em 2012.
Em depoimento, o vereador ainda afirmou que Paulo Jorge era responsável por operar a folha de pagamentos e que este teria desviado milhões de reais, apontou, inclusive, nome de pessoas envolvidas, após ter acesso a informações da Secretaria de Administração do Município.
Depois de receber a relação de pagamentos - PGT/Banco do Brasil foi possível avaliar que o suspeito recebeu muitos créditos, entre 2009 e 2012. Além disso, também foi localizada uma doação de campanha feita pela empresa de Paulo à campanha eleitoral para prefeito na cidade de Conde, na Paraíba. Inclusive, servidores públicos comissionados no período investigados, coincidentemente, estão trabalhando na gestão atual da prefeitura de Conde.
Paulo Jorge Albuquerque de Oliveira, Glaucia Coatti, Alaide Albuquerque de Oliveira, Paulo Gilberto Albuquerque de Oliveira, Ana Priscila Albuquerque de Oliveira e Dirce de Medeiros Guedes de Albuquerque são acusados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Já Suzanne Karla Lima Lira de Araujo e Selma Maria de Lima estão sendo acusadas de peculato e associação criminosa. A polícia Civil não descarta a possibilidade de mais nomes envolvidos no esquema: "A gente ainda precisa aprofundar as investigações para saber o que aconteceu com a gestão do dinheiro público", afirmou o delegado Antônio de Barros.
Fonte:FolhadePE

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