19 setembro 2016

Justiça do Trabalho faz mutirão para quitar dívidas e garantir indenizações

Os trabalhadores que têm direito a receber uma indenização por dívidas trabalhistas podem resolver o problema e viabilizar o pagamento a partir desta segunda-feira (19). Até sexta (23), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no Bairro do Recife, promove um mutirão com o objetivo de ajudar o empregador a pagar o que deve aos antigos funcionários.



O evento faz parte da Semana Nacional de Execução Trabalhista, mobilizada pela Justiça do Trabalho em todo o país, e procura solucionar definitivamente os processos que já foram julgados, mas a parte vencedora ainda não recebeu o valor estabelecido pelo juiz. O coordenador do Núcleo de Conciliação do TRT, Eduardo Câmara, lembra que o serviço está disponível o ano inteiro. “Nessa semana, o que se enfoca são os processos em fase de execução, que se sabe quanto deve e que ainda não foi pago”, explicou.

Ainda de acordo com o coordenador, o tribunal pode se utilizar de diversos mecanismos para evitar o calote. “Apreensão de veículos por meio de um sistema específico, apreensão de crédito no Banco Central, decretação de indisponibilidade de bens, levar os títulos a protesto, inscrição no Serasa”, enumerou. No último dia do mutirão, na sexta-feira (23), está previsto ainda um Leilão Nacional, onde vão ser negociados bens apreendidos pela Justiça.

Segundo Câmara, a ideia do mutirão é viabilizar o pagamento de forma a conciliar os interesses das duas partes. “Muitas vezes, as empresas ou o devedor, quando for uma pessoa física, não têm condições de arcar com aquela condenação. Trazemos as pessoas para cá para tentar chegar a um meio termo. Um parcelamento ou, vez de pagar em dinheiro, oferecer um bem, um serviço”, afirmou.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 6ª Região fica no Cais do Apolo, 739, no Recife Antigo. Os interessados devem agendar um atendimento no Formulário Virtual disponível no site do tribunal ou enviando uma mensagem pelo WhatsApp para o número (81) 98897.7016 ou podem ligar para os telefones (81) 3225.3211 e 3225.3212.

Fonte:G1

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