30 novembro 2016

Alemão que foi preso no Recife por sonegação fiscal é extraditado



A Polícia Federal em Pernambuco informou, na manhã desta quarta-feira (30), que extraditou um alemão preso no estado e procurado pela Polícia Internacional (Interpol) por suspeita de sonegação fiscal no país europeu. A quantia supera a casa de R$ 1 milhão.
Policiais da nação estrangeira estiveram no Recife, na tarde de terça-feira (29), para buscar o designer gráfico de 29 anos. Ele foi conduzido para a cidade de Dresden, onde ele vai responder pelos crimes cometidos.Os policiais alemães chegaram ao Recife na quinta-feira (24). O voo para Frankfurt tem previsão de chegada  nesta quarta. O estrangeiro foi preso no dia 18 de março de 2014, no aeroporto internacional do Recife. Ele estava com outro homem, de mesma origem, de 34 anos.
Segundo informações repassadas pelo governo da Alemanha, o estrangeiro extraditado tem  três processos de fraudes cometidas entre 2008 e 2012.  O montante do crime chega a mais de R$ 1 milhão, em valores atuais. As penas podem chegar a 32 anos de cadeia. 
Ao ser preso, o alemão alegou que as acusações são referentes ao uso de seus documentos por  outra pessoa. As prisões ocorreram em virtude de troca de informações da Interpol no Recife e policiais alemães. Foi feito um alerta vermelho sobre a presença de dois suspeitos em um voo para a capital pernambucana.
Depois de  interceptar os estrangeiros, os policiais federais em Pernambuco encontraram € 38.235, equivalente a  cerca de R$ 124.000, de acordo com  valores na época. A quantia não foi declarada durante a viagem no ticket de informações da Receita Federal. De acordo com a lei, valores acima de R$ 10.000 precisam ser informados.
Em depoimento, um dos alemães informou que não sabia da necessidade de declarar os valores. Afirmou que foi convidado pelo compatriota, alvo da extradição, para vir ao Brasil comprar um apartamento, no litoral pernambucano. Os dois teriam se conhecido pela internet.
O homem que foi extraditado pelo governo brasileiro teve a prisão preventiva decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O outro homem foi apontado como reponsável pelos crimes de falsidade ideológica e ocultação de documentos.
O estrangeiro que foi extraditado chegou a ser liberatado por causa do fim do prazo de validade da prisão. Elevoltou a ser detido, em 2015, em Jaboatão dos Guararapes.
Fonte: G1

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