22 dezembro 2016

Hypermarcas negocia vender unidade de fraldas por R$ 1 bilhão







O grupo brasileiro de produtos farmacêuticos Hypermarcas decidiu vender a divisão de fraldas para a belga Ontex por cerca de R$ 1 bilhão em dinheiro, disse a agência "Reuters", citando fonte com conhecimento da operação.
A Ontex confirmou nesta quinta-feira (22) que as conversas para possível aquisição dos negócios estão em estágio avançado, mas ressaltou não haver garantias de que a transação vai se materializar porque as partes não estão legalmente obrigadas a proceder com a operação.
De acordo com a fonte, que pediu o anonimato porque os termos do negócio permanecem confidenciais, o anúncio de venda pode sair ainda nesta quinta-feira.
Um executivo de relações públicas da Hypermarcas não comentou imediatamente o assunto.
No ano passado, a Hypermarcas contratou consultores para avaliar uma cisão das operações ou venda definitiva da unidade. O negócio, que demorou um ano a mais que o esperado, surge no momento em que a divisão de fraldas sofre com falta de escala e reconhecimento da marca, além de custos maiores com matérias-primas em meio à desvalorização acentuada do real.
Em outubro de 2015, a Reuters informou que a Hypermarcas havia oferecido a unidade para Kimberly-Clark, CMPC, Procter & Gamble e Svenska Cellulosa.
A negociação, que a Hypermarcas pretendia fechar por R$ 1,5 bilhão, ficou estagnada alguns meses depois, com divergências sobre preços e questões tributárias, disseram pessoas familiarizadas com a decisão nos últimos meses.
Além de consolidar a saída da Hypermarcas do segmento de produtos descartáveis, a venda dos negócios de fraldas ainda marca a entrada da Ontex na principal economia da América Latina após a aquisição do mexicano Grupo P.I. Mabe SAB em março.
Fundada em 1981, a Ontex está entrando em mercados com potencial de crescimento para combater a fraca atividade na Europa Ocidental, no Oriente Médio e na Rússia.
FOCO
As ações da Hypermarcas acumulam alta de cerca de 15% neste ano, desempenho aquém do avanço de 33% do Ibovespa. Os papéis refletem os efeitos da pior recessão desde a década de 1930 e da turbulência política sobre os setores de bens de consumo e farmacêutico.
Nos últimos anos, o presidente da Hypermarcas, Claudio Bergamo, optou por concentrar as operações da empresa no segmento farmacêutico. Com o aval do acionista majoritário e presidente do conselho, João Alves de Queiroz Filho, Bergamo liderou uma série de aquisições para a empresa na última década.
Atualmente, a Hypermarcas é uma das principais produtoras de medicamentos genéricos e isentos de prescrição. Com informações da Folhapress. 
Fonte:Minutos a Minutos

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