07 dezembro 2016

Oito dos 10 prédios ocupados voltaram a funcionar, diz UFPE

Dos dez prédios da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ocupados por estudantes em protesto contra a PEC 55, proposta em tramitação no Congresso Nacional que impõe um limite de gastos à União nos próximos 20 anos, oito já voltaram a funcionar normalmente. A informação foi repassada pela reitoria, na noite desta terça-feira (6).

Uma reunião na noite desta terça, na Reitoria da UFPE, na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife, focou nas negociações sobre as duas unidades restantes, o Centro de Artes e Comunicação (CAC) e o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), ambos localizados na Cidade Universitária.
O encontro teve a participação do reitor Anísio Brasileiro, seis membros dos movimentos estudantis, representantes da Procuradoria Regional Federal (PRF), do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União (DPU), da Frente Brasil dos Juristas para Democracia, de pró-reitores e diretores de centro acadêmicos.
Após acordo firmado, perante o Ministério Público Federal (MPF), no último dia 28 de novembro, entre os estudantes e a administração da UFPE, os manifestantes tinham até as 17h desta terça para liberar o acesso dos funcionários às unidades, sem necessariamente ter que suspender as ocupações.
A cláusula quarta do protocolo prevê "o direito de livre manifestação dos estudantes e o respeito às funcionalidades dos prédios ocupados". O documento teve também a assinatura do próprio Ministério, da DPU e da Polícia Militar.
A princípio, a data limite era a sexta-feira (2), mas a UFPE adiou para esta terça após uma reunião na Reitoria da instituição. No site institucional, a Reitoria da UFPE considera que "houve um avanço significativo nas negociações com os estudantes para garantir o acesso e o consequente funcionamento de setores das unidades acadêmicas ocupadas". 

Ao final da reunião, ficou acordado que os estudantes irão, na sexta, às 10h, informar à Reitoria, em uma nova reunião, se a funcionalidade do CAC e do CFCH ficará garantida a partir dessa data, de acordo com demandas que serão apresentadas na quarta (7) pela direção dos dois centros. Diante disso, a gestão da universidade decidiu que não ingressará com o pedido de reintegração de posse na Justiça até concluir a negociação com os estudantes, na sexta.

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