03 janeiro 2017

IML dá prazo de 6 dias para identificar vítimas de massacre no AM





Familiares dos presos que morreram durante as rebeliões no complexo penitenciário de Manaus/AM enfrentam longa espera para reconhecer os corpos. Desde dessa segunda-feira (2), desesperados, eles se aglomeram em frente ao Instituto Médico Legal (IML), onde houve tumulto. Segundo informações do portal G1, a maioria ainda não tem sequer a confirmação da morte do familiar durante o massacre. Muitos levavam fotos e documentos para ajudar na identificação. 
A irmã de um detento que estava no Ipat recebeu uma ligação ainda no domingo (1º). Uma mulher avisava que ele era um dos detentos mortos. Depois da mensagem, ela tentou entrar em contato com o número novamente, mas a ligação deu na caixa de entrada.
"Por um lado eu ainda tenho esperança de que ele esteja vivo. Por outro, eu acho que ele pode ter sido morto porque tinha dívidas na cadeia", lamentou.
De acordo com o secretário de Segurança do Amazonas, Sérgio Fontes, a identificação e necropsia dos mortos estão em andamento e, em um prazo de seis dias, devem ser totalmente liberados para as famílias. Um caminhão frigorífico foi alugado para fazer o armazenamento dos corpos.
Ao todo, foram 56 mortos durante rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e mais quatro na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na Zona Rural de Manaus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário