17 janeiro 2017

Manifestantes protestam contra aumento de passagem de ônibus no Grande Recife


Manifestantes interditam Avenida Agamenon Magalhães na noite da terça-feira (17) (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)


Depois do reajuste de 14,26% das tarifas dos ônibus que circulam no Grande Recife, definido na última sexta (13), um grupo de estudantes e integrantes de centrais sindicais se reuniu, desde às 15h desta terça (17), no centro da capital pernambucana, para protestar contra o aumento das passagens. A ideia inicial dos manifestantes era seguir para o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, para tentar cancelar a decisão do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), mas o destino foi alterado para o Derby, onde o ato foi encerrado às 19h.
Representante dos estudantes no CSTM, o conselheiro Márcio Morais explicou que a manifestação tem o objetivo de tentar reverter o reajuste das tarifas de 14,26%. "Queremos sensibilizar o governo Paulo Câmara para anular esse aumento absurdo", comenta. Segundo ele, um pedido de vista foi emitido durante a reunião, mas foi negado. "Já entramos com um mandado de segurança na Justiça para anular o aumento", explicou o conselheiro.
Ônibus são pichados no Centro do Recife durante o protesto (Foto: Marina Meireles/G1)Ônibus são pichados no Centro do Recife durante o protesto (Foto: Marina Meireles/G1)
Ônibus são pichados no Centro do Recife durante o protesto (Foto: Marina Meireles/G1)
Procurado pelo G1, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que o mandado de segurança impetrado por Márcio Morais foi distribuído automaticamente para o desembargador Ricardo Paes Barreto, que está em viagem institucional. Diante disso, o presidente do TJPE, Leopoldo Raposo, designou o desembargador Itabira de Brito para julgar o mandado, que começará a ser analisado na quarta-feira (18). 

Durante a concentração, o grupo criticou o descumprimento de uma promessa de campanha do governador Paulo Câmara, que consistia na manutenção de uma tarifa única de ônibus no valor de R$ 2,15. A partir do domingo (15), o anel A passou de R$ 2,80 para R$ 3,20 e o anel B foi de R$ 3,85 para R$ 4,40. Os manifestantes também criticaram a implementação do vagão exclusivo para mulheres no Metrô do Recife, em fase de testes desde a segunda (16).
Manifestantes com rostos cobertos colam cartazes nas estações interminadas de BRT, nos postes e nos ônibus parados na via (Foto: Marina Meireles/G1)Manifestantes com rostos cobertos colam cartazes nas estações interminadas de BRT, nos postes e nos ônibus parados na via (Foto: Marina Meireles/G1)
Manifestantes com rostos cobertos colam cartazes nas estações interminadas de BRT, nos postes e nos ônibus parados na via (Foto: Marina Meireles/G1)
Pouco antes das 17h, o grupo saiu em caminhada. Além da Polícia Militar, agentes e orientadores da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) estiveram acompanhando a caminhada. Ao longo do trajeto pela Avenida Conde da Boa Vista, o comércio fechou as portas. 

Durante a parada no cruzamento entre a Avenida Conde da Boa Vista e a Rua da Soledade, a sede de recarga do Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) também fechou as portas. De acordo com funcionários do local, o serviço fica disponível até 19h, mas, devido à manifestação, foi encerrado mais cedo.

Passageiros de ônibus também desceram dos coletivos que seguiam no sentido cidade, da Avenida Conde da Boa Vista. Durante uma parada no cruzamento dessa via com a rua Gervásio Pires, manifestantes com rostos cobertos picharam alguns coletivos.
Por volta das 18h30, o grupo chegou ao bairro do Derby, na área central do Recife, e interditou os dois sentidos da Avenida Agamenon Magalhães. Durante a interdição da via, houve um início de conflito com a PM: alguns manifestantes se aglomeraram e chegaram a discutir com os policiais, mas o tumulto foi encerrado em poucos segundos. Devido ao bloqueio da avenida, motociclistas desceram dos veículos e conduziram as motos a pé. Passageiros de ônibus também desceram dos coletivos. A via foi liberada por volta das 19h.

Segundo Márcio Morais, 700 pessoas participam do ato. Presente no protesto, a Polícia Militar (PM) não informou a estimativa de participantes

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